
Amar o Mar… neste dia Mundial dos Oceanos…
Eis um jogo de palavras contendo a cada linha a palavra Mar,
Que, de forma mais ou menos marota, promete brincar.

A conversa passa-se entre dois amigos…o António e o Marques:
Estava o António a apanhar maresia, já com o dia de trabalho feito,
quando alguém o chama, conseguindo-se ouvir: Martins!
Sim amigo! Correu bem bem hoje a pescaria ao camarão?
Correu, mas eu hoje nem ando nada bem, por causa da Maria!
Qual foi o martírio por que ela te fez passar?
Quer casar-se e agora anda sempre a martelar no mesmo…
Faz-lhe a vontade homem! Escusas de a martirizar!
Tenho medo António, mas esta vida de marujo é estranha!
Estranha? Olha que se não te chegas, ela marcha da tua vida!
Mulheres… Deixa lá a Maria que agora quero saber de ti.
Também não tenho maravilhas a dizer-te. Tenho um namorado.
Pois, o Marcelo… e pela tua cara, a coisa não corre bem?
O marmanjo tem preconceitos e não quer assumir a relação.
Quem nos vê juntos, chama-nos maricas e não é fácil!
Eu cá dava com uma marreta na cabeça dessas pessoas!
Amigo, se queremos viver aqui, temos é de nos acalmar!
Sim, e não era já com esta idade, que me ia tornar um marginal.
Marcamos pontos nesta vila, que desde pequenos conhecemos.
Outro dia convidaram-me para ir à Madeira apanhar maracujás.
Mas trabalhar de empreitada , como se fosse uma maratona…
E depois cá ia voltar, porque gosto de tudo o que é marinho!
Aqui não há marasmo, vimos sempre parar à beira da praia.
E ainda poupo algum, já que que posso trazer a marmita.
Quem me tira estas águas e a minha areia cor de marfim?
De tanto amarmos esta vida, acho que ficamos por cá.
Concordo, não há maré que me demova.
