A Fase da Resistência no Passado

As Redes Sociais que entraram nas nossas vidas, uma entrada “de fininho” e agora, mais do que nunca, vieram mesmo para ficar, juntamente com todo o mundo digital e todos os gadgets a darem-lhe suporte. O que terá oferecido resistência ao início, passou a fazer parte das nossas vidas. Veja a sátira das fabulásticas redes sociais.
“Primeiro estranha-se e depois entranha-se!”
Fernando Pessoa
O que eu resisti ao FB logo ao início (que obviamente foi há uns bons anitos)!! Ainda me lembro de alguém me dizer que ia fazer um like a algo que postei e eu não ter entendido muito aquelas duas palavras (like e post), porque ainda não tinham entrado no meu vocabulário.
“Fazer um like” em mim despertava algo do género: “Estás parvo ou quê!”; “Mas que confiança te dei eu para para “isso” que eu ainda levava como ofensa. Mesmo não entendendo bem do que se tratava, só sei que despertava em mim uma ação :”Estás aqui estás a levar um par de estalos!”. Sentia ali algo semelhante a uma invasão na minha vida privada, tratando-se de alguém que ousava entrar naquele meu pequeno e desconhecido mundo das redes sociais.
Assim era e confesso que ainda hoje parece que vejo novas funções e novas janelas… e quase paraliso sem saber o que fazer!!! Pois, pois… Inexplicavelmente vejo botões novos e funções novas pela primeira vez. É ou não é fabuloso e fantástico?
Não me considero das pessoas mais iliteradas que existem de âmbito geral, mas do ponto de vista da literacia socialesca deste mundo das redes sociais: aí confesso que preciso de ir fazendo uns updates de tempos a tempos.
Parece-me algo estranho ter de perceber não só os botões, como as redes sociais, como se usam, para que servem. E, mais ainda, entender bem o propósito de cada um deles. São vários nomes, vários propósitos, vários objetivos, várias aplicações, vários públicos e várias opções para se aplicarem todas corretamente.
A filosofia de base é simples!!! É entender este mundo fabulástico o mais rapidamente e… depois é “só juntar água a ferver”… NÃO!!! Depois, é só começar a socializar, para a pouco e pouco podermos vir a ganhar confiança nelas, até as tratar “tu cá, tu lá”. Depois da água a ferver é que se colocam umas pitadinhas de sal, que é para ficar mais temperadinho!! (Risos)
Uma Sátira às Redes Sociais (LOL)
É um livro de caras ou um álbum de fotos, e então basta postar umas fotos, umas frases giras e fica logo um livrinho, com os comentários. Algo à semelhança do lavadouro da aldeia! A diferença?
Na aldeia, as lavadeiras não tinham tanto tempo para as fotos, porque elas tinham mesmo de lavar a roupa. Não era como agora que com um simples botão de máquina e umas pastilhas, um líquido ou ou um pó… e um pouco de água a ferver ou não, e… umas dezenas de minutos após, fica a roupa lavadinha, pronta a sair da máquina.
Além disso, as lavadeiras lavavam tão bem a roupa que até “lavavam”, ou melhor, “comentavam” as várias “novidades”, o mesmo será dizer, iam acompanhando os “feeds”. Lavavam ou sujavam, que é o mesmo que dizer, usavam likes ou unlikes.
Ao lavar a roupa, também por vezes extravasavam as emoções, exarcebando-as verbalmente, e também com alguns gestos a acompanhar entre comadres, e aí: riam-se, outras vezes choravam ou se entristeciam. Só que nessa altura era tudo “ao vivo e a cores”, as lives dessa época, todas em tempo real!! No FB e noutras redes também assim é, e também têm cores e sentimentos e também retratam emocionalmente os vários momentos. Pois, pois, falamos dos emojis e dos gifs: uns mais estáticos e outros nem tanto. E o que faríamos nós sem eles???
Além de lavarem a roupa, e como, por esses tempos, as máquinas de secar não abundavam, lá tinham que estender. E lá está o mural das roupas… oops, das imagens de todo aquele cenário de filme, tal como no filme na “Aldeia da Roupa Branca”, do realizador Chianca de Garcia, protagonizado pela Beatriz Costa e Óscar de Lemos. Recordando…

O caricato é este “lavar de roupa suja” não se ficar pelo FB e estender-se (a roupa e o assunto!!! ehehehe) a outras redes. De seguida apresento uma pequena sátira a algumas outras redes sociais também fabulásticas!!
Mas que bem pensado este nome que advém dos inglês “Whats up?“, o que traduzindo resulta em: “O que é que se passa?” ou até, mais abrasileirado: “Eh aí galera”; “Eh aí pessoal, o que há de novo?”… Contem lá o que se passa!
É o mesmo que dizer, quem faz o link está in, ficando por dentro dos assuntos, assim que fica ligado = linked. Passa a ficar, por dentro do que se passa e em link = ligação, com toda a network = rede de trabalho que se queira.
Basta fazer bem os hastags, que é sempre fun, porque quando o pessoal usa o # é sempre uma boa forma de desbloquear a conversação. Sabem?? É aquele “quebra-gelo” inicial para inícios de conversação!! Sabem porquê? Sabemos todos muito bem que a maioria das pessoas conhecem o jogo do galo! Então, começa-se pela estrutura, pelo tabuleiro do jogo! E depois há que definir quem é cruz ou bolinha! Porque no final, quem entra na rede é porque quer pescar (informação, conhecimento, RH,…) e entrar ou fazer linha. Na linha, quer ela seja vertical, horizontal ou oblíqua… que significa ganhar algo!!
Então para nos pouparmos desse ganha e perde do jogo do galo, coloca-se a base do tabuleiro e escrevem-se as palavras para encaminhar ou linkar tudo o resto. Subentende-se que se está in, mas olhem que a quarentena também veio mostrar que estando out, também é uma forma de estar no link, sendo esta a exceção à regra.
Lembram-se daquelas notícias do primeiro a saber das coisas e que fica feliz por ser o primeiro e, além disso, não quer identificar quem o disse? Para se escusar a esse “diz que disse”, sabiamente usa a velha máxima: “Foi um passarinho que me disse!” e as notícias… voam rapidamente e sem comprometer ninguém.
É com bicadinhas, ou melhor, “repiu pius”, ou ainda com tweets, que com palavras objetivas se comunica no Twitter, e então soa a Primavera todo o ano para quem se cruza com toda essa passarada: “os tweeteiros”.
Com as postagens todas e à rapidez com que a gramática voa, é caso para dizer que num instante, naquele momento captado, sabiamente por uma foto ou filme que se registou… ela se propagou… algures noutro lavadouro.
Skype
Este é o “primo” do Twitter, porque se o Twitter voa, O Skype anda pelos céus livremente, orientado apenas pelas linhas imaginárias do céu ou pelas ondas electromagnéticas por onde passam as telecomunicações. Só é preciso cuidado para não irem de encontro às rotas aéreas dos aviões!
Viber, Youtube e Tik Tok
A malta jovem vibra com todas as news, e basta vibrar, mostrando ter levado uma descarga de notícias, emocionantes!!!
Como é que num simples tubo, estás lá tu = you em movimento, é um milagre fabuloso encaixar tudo com a câmara de filmar, para te poder guardar a ti = you.
Num simples estalar de dedos, tik tok e ao gravar em tudo o que mexe e tem som, eu capto o “ti-António” e o “tó-Manel”, que com a loucura toda de fazer as gravações, aparece sem darem conta a Maria e… zás, dá-lhe com a frigideira na cuca = KuKa. Parece que alguém tem de manter a ordem!!!
Rede que é rede, tinha que ser gira, bonita, atrativa,… bem feminina! Pinta-te, mostra-te e aparece, deixando tudo o resto que não interessa e é feio para trás. Nada de posts sem pinturas, sem beleza e baços!!! Aqui quer-se o alarido das imagens, a cor das emoções, o verniz do charme e o odor da beleza.

